terça-feira, 25 de setembro de 2012
Motivação, Autoconhecimento e Dep. Química
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Internamento Compulsório....Sim ou Não?
De uma forma geral, tendo a possuir uma posição a favor com relação ao internamento compulsório, porém, é uma posição teórica. Explico. É uma forma extremista de lidar com um problema cronicamente instalado, quando também outros métodos de tratamento falharam. Em condições crônicas, sou a favor do internamento compulsório, contanto que haja estruturas adequadas de tratamento. Fato hoje que não é uma realidade devido ao grande número de usuários (maior que o número de leitos em comunidades terapêuticas de regime fechado).
Ainda, há uma grande quantidade de recursos que são dissipados nos investimentos em dependência química, pois o índice de manutenção da abstinência não passa na maioria das vezes de 6%. O que vejo também na prática é que muitas vezes a comunicação entre diferentes instituições de saúde, casas de apoio, CAP’S, etc. é débil e falha. Muitas vezes os dependentes químicos saem de uma instituição e vão “empurrados” para outra (acaba o tempo do convênio, residente evade, etc.) e o problema não se resolve, também porque não há um acompanhamento rigoroso no ingresso e principalmente no egresso dos residentes em seus retornos a comunidade.
Assistentes sociais, psicólogos, médicos e até mesmo ex-usuários têm uma jurisdição específica e não há uma comunicação sistêmica, cada um faz sua parte e a comunicação interdisciplinar e principalmente interinstitucional é turva, dissipando ainda mais os recursos e aumentando o re trabalho. Vale ressaltar que os dependentes químicos usualmente carregam consigo outras comorbidades tais como delitos, transtornos psicológicos graves, dst’s, família em risco social entre outros. Sendo assim, a dependência química é um problema real, crônico, de esferas sociais, políticas, econômicas, culturais e psicológicas. Em um mundo aonde o homem vai ao espaço, onde há nanotecnologia, NÃO há cura para dependência química.
Drogas existem a milhares de anos e continuarão a existir indefinidamente sob formas já conhecidas ou não! É uma batalha vigente que necessita de maior compreensão e destaque.... A direção esperada é um convívio com menor prejuízo possível das drogas a saúde das pessoas.
Penso que independentemente de políticas locais de repressão/combate as drogas, acredito principalmente na otimização dos recursos já existentes (monetários, humanos, legais...) para então se investir em maior escala em processos que se demonstrem de fato funcionais, do que um maior investimento desordenado, interventivo e pouco funcional. Ainda, mais importante do que a legislação em si é o exercício dela, por isto tem de ser contextualizada com os fatores supramencionados para ser de fato efetiva.
Quem sabe assim exista uma luz no fim do túnel.
domingo, 21 de agosto de 2011
Saúde e trabalho: características
A atividade laboral tem grande importância e é inerente à vida das pessoas independentemente de qual é a época, cultura ou local analisados. Contudo, as relações de trabalho e do trabalhador são cinéticas.
A própria modernidade tornou mais permeável as fronteiras entre a vida profissional e pessoal. Com isto, a representação do trabalho e suas implicações deve sempre ser revista, analisada e contextualizada. Ainda, o labor por sua vez não pode ser dissociado da saúde, já que a saúde também é compreendida como um reflexo das condições de trabalho e da vida em geral. As condições e relações de trabalho afetam tanto o estado físico quanto psíquico das pessoas.
Como as formas e características do trabalho e do trabalhador mudaram, é necessária a compreensão destas mudanças, e suas consequências na saúde laboral. Isto tanto no que se refere a aspectos negativos (exemplo síndrome de burnout) como os positivos (que é o caso do work engagement). Sendo assim, se tem a responsabilidade do próprio individuo como condição fundamental para administrar sua carreira profissional e pessoal frente às novas contingências e condições econômicas, sociais, culturais, tecnológicas e políticas.
Tudo isso com a finalidade de manter o trabalhador saudável, promovendo os aspectos positivos e melhorando os negativos tanto no próprio trabalho, como fora dele. Nesse contexto entendem-se saúde como “estado de bem estar total que inclui o bem estar físico, mental e social, e não como a mera ausência de e doenças ou transtornos” definição esta fornecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS, 1946, p.1). Ou seja, saúde não é um estado estável, podendo mudar constantemente, mas um objetivo a ser buscado.
As organizações devem entender a saúde como um valor estratégico, pois incrementar os recursos laborais previne riscos psicossociais e amplifica a qualidade do trabalho. É mais rentável para uma organização a inversão em melhora do bem estar e no desenvolvimento dos profissionais (programas de qualidade de vida, cursos de aperfeiçoamento...), do que enfrentar os problemas evitáveis.
Algumas das estratégias e fatores para o incremento da qualidade de vida laboral são: constante diálogo e reflexão com a situação, autoconhecimento (saber os próprios limites e potenciais), constante aperfeiçoamento profissional e acadêmico, flexibilidade para lidar com as mais distintas situações do ambiente laboral (sejam, técnicas, relacionais, institucionais, etc.), adaptação frente às demandas cambiantes em situação de trabalho para lidar mais funcionalmente com os estressores provenientes do trabalho, apoio social (família e/ou colegas e/ou amigos), prática de um hobby, autodeterminação e autonomia.
De uma forma geral, estas estratégias devem considerar a capacidade de resposta, a especificidade situacional, o contexto ambiental e os critérios de resultados que se utilizam e se esperam. É importante saber eleger a estratégia mais adequada para cada circunstancia concreta, isto implica em ter flexibilidade cognitiva como para mudar, adaptar e enfrentar as estratégias quando necessário for. Como enfrentamento, entenda-se o conjunto de respostas utilizadas para resolver situações problemáticas e reduzir as tensões que geradas no contexto laboral. De acordo com as estratégias supracitadas, o enfrentamento pode ser adaptativo ou não.
Como visto, as relações laborais são distintas de outras épocas. Estas mudanças exigem a mobilização dos indivíduos e das organizações para a adaptação a estas novas realidades laborais caracterizadas, além de outros fatores, pelo crescimento do setor de serviços e da tecnologia no trabalho.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Direcionamentos para o tratamento de dependência química
1) Saúde se constrói, não é mágica: saúde se cria e se cultiva com comportamentos e pensamentos saudáveis.
2) Manter-se de pé é um desafio contínuo. Ventos e tempestades virão, aquele que construir sua morada na areia não sustentará, porém quem tiver morada construída sobre pedra permanecerá.
3) A recuperação de cada um é proporcional ao investimento que cada um deposita em seu tratamento (é uma das poucas coisas na vida que é de fato “justa”).
4) Regar a semente ; Escrever em uma agenda. Regar a semente (recuperação) um pouco e todo dia. Nem muito, pois encharca, nem pouco porque seca; equilíbrio, constância e tempo. Agregar valor, significado, conteúdo a uma folha em branco.
5) Ninguém pode voltar atrás a fazer um novo começo, mas todos podem mudar o presente e fazer um novo fim (C.X.).
6) Ser um bom egoísta: mais fácil recair tentando salvar alguém do que este alguém ser salvo. Melhorar para mim não para os outros, estes por conseqüência de minha melhora.
7) Tempo ao tempo. Para uma mudança ser sólida, tem de ser construída em pilares sólidos, exercitada e sofrer ação do tempo (que é o senhor das coisas). Cada individuo constrói seu próprio tratamento. As comunidades são ferramentas, mas cabe a cada um utilizá-las da melhor forma.
8) A droga já existia antes de nascermos e continuará a existir depois que morrermos, cabe a decisão interna de viver no mundo sem usar droga.
9) O certo é certo na guerra ou na paz. “Daí a césar o que é de césar e a Deus o que é de Deus”. É difícil o caminho, mas é simples: você sabe quando acerta e erra nas suas escolhas....
10) A quem mais será dado, mais será cobrado. Aproveitar as oportunidades.
11) Cada cabeça uma sentença. Um erro não justifica o outro. Cada pessoa tem seus próprios parâmetros e realidades. Cada um tem sua própria responsabilidade sobre sua própria vivência.
sábado, 11 de junho de 2011
Equilíbrio
domingo, 5 de junho de 2011
Trabalho e Saúde
As organizações deveriam entender a saúde como um valor estratégico, pois incrementar os recursos laborais previne riscos psicossociais e amplifica a qualidade do trabalho. É mais rentável para uma organização investir no bem-estar laboral e na promoção de recursos laborais, do que negligenciar estas variáveis mesmo porque, usando de um princípio aplicado a milhares de ano no “mundo oriental”, prevenir é melhor do que remediar.
Promovendo a saúde no trabalho, se obtém diversos benefícios como, por exemplo: maior produtividade e qualidade, redução do absenteísmo, maior socialização e adaptação do profissional, assim como melhor relacionamento com colegas e clientes, aumento do compromisso laboral...
quinta-feira, 17 de março de 2011
Estresse, Agente Estressante
Um importante conceito para a compreensão do estresse é o de "agente estressante", isto é, aquilo que rompe a homeostase (equilíbrio) de um sujeito, seja física ou psicologicamente. A consequência do agente estressante é o estresse que não é necessariamente negativo, também pode ser positivo. Na situação positiva, tem-se o eustresse, que ocorre quando o estressor é desejável, é algo pelo qual se almeja apesar dos custos. Isto é, de acordo com os próprios interesses e motivações. Por outro lado o agente estressante é mais conhecido como algo negativo que pode comprometer em diferentes níveis a saúde de um indivíduo, independentemente de sua vontade, tendo função desadaptativa e consequências negativas para o mesmo.
Alguns exemplos de agentes estressantes são: excesso quantitativo ou qualitativo de trabalho, problemas de saúde, de relacionamento interpessoal, de saúde,... Importante ressaltar que cada pessoa tem uma forma de agir de acordo com si mesma, com os estressores (intensidade, frequência) e com outras contingências; assim uma mesma pessoa frente aos mesmos estressores, em diferentes momentos, poderá ter diferentes limiares de resiliência, tempo de reação e recuperação do estresse. Com isso, um estímulo que em determinado momento da vida é inócuo, em outro pode se tornar um agente estressor.
Algumas das possibilidades para se adaptar melhor aos agentes estressantes são: prática de esportes, alimentação balanceada, ter relações interpessoais saudáveis, hobbies assim como toda e qualquer prática que tenha como finalidade a promoção da saúde e bem estar.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Saúde, Contingências e Consequências
Não adianta dar toda a água que uma planta necessita durante uma vida de uma vez pois a planta não absorverá tamanha quantidade que inclusive possivelmente será dissipada e até mesmo prejudicial. Também não adianta regar de uma vez retroativamente a água negligenciada durante determinado período (as vezes as consequências positivas e negativas são reversíveis, as vezes não).
sábado, 12 de junho de 2010
Saúde, Bem-Estar
É importante discriminarmos periodicamente nossos estados biológicos, físicos e psicológicos; com a finalidade de se obter uma maior qualidade de vida e bem-estar. Isto através da busca do equilíbrio das atividades (trabalho, lazer, atividades físicas, relações interpessoais, nutrição, etc.) para que se possa sempre almejar a homeostase no sentido pleno de seu significado. Para tanto, faz-se necessário sempre investir no autoconhecimento, que é um processo contínuo por toda a extensão da vida.
Através de um grande autoconhecimento, poderemos utilizar melhor nossos potenciais e lidar adequadamente com nossas limitações, reduzindo as chances de criarmos regras e valores que não sejam condizentes com nós mesmos.
Pedro Machado, 12/06/2010.